ESTANDARTES DE DIREITOS HUMANOS, TRAMAS DE UM DISCURSO

Lucília Maria ABRAHÃO E SOUSA, Karen Gabriela POLTRONIERI, Melissa Frangella LOZANO, Paulo Henrique APOLINÁRIO

Resumo


Neste artigo, à luz da teoria discursiva proposta por Michel Pêcheux, objetivamos analisar um recorte da exposição temporária de comemoração dos três anos do Museu do Amanhã, que teve como foco os trabalhos de sujeitos- criança que moram ou estudam na região portuária do Rio de Janeiro. O tema da exposição - Direitos Humanos – tomou o museu poucos meses depois de a vereadora Marielle Franco ser executada em uma via pública da capital fluminense, o que coloca em curso os efeitos do que está silenciado quando os documentos oficiais inscrevem vida, direito e liberdade como evidentes. Mobilizamos os conceitos de discurso, memória, sujeito e ideologia para analisar os sentidos produzidos em/por estandartes coloridos, nos quais funcionam contradições, rangem silêncios e significam de modo opaco a Declaração dos Direitos humanos e os seus efeitos no Rio de Janeiro de hoje.


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Revista Linguasagem

ISSN: 1983 -6988